Saturday, November 12, 2011

A agenda oculta

Era uma quinta-feira, finalzinho de tarde, bem dizer já início do final de semana. Três bons malandros, garotos super inteligentes, mas com aquele quê de vagabundagem, resolveram comemorar as boas notas nas provas da faculdade fumando um baseado.

- E ae, Jão...
- E ae, Zé...
- E ae, Rogério regério regente de almeida prado...
- Hahahaha
- Hahahaha
- Hahahaha

Estavam assim, nesse papo cabeça, quando a polícia sentiu o cheiro da marola e resolveu atuar. Eram dois policiais naquela ronda. Um tinha acabado de receber uma ligação da filha de que a empresa de TV a cabo descobriu o gato e cortou o sinal. O outro tinha levado uma gelada da mulher na noite anterior, crises normais de qualquer casamento, mas com uma diferença: agora a mulher estava jogando duro mesmo, e greve de sexo deixa qualquer um em estado de nervos. Daí entende-se o jargão "agiu sob forte emoção".

Nesse estado de espírito, sem falar nada um com o outro, apenas aquele olhar vingativo foi suficiente para se entenderem de que dessa vez não iria ter "vista grossa". Pequena e boba agenda oculta de cada policial, que todos nós temos, e que influenciam na vida das pessoas. Na verdade, lei por lei, deveria ser sempre assim...

Levaram os três "maconheiros" presos. Rótulo forte, né? Como é fácil usar um rótulo para transformar estudantes inteligentes e de bem com a vida, comemorando uma semana produtiva com um baseado, em delinquentes sem nada na cabeça, que só pensam em fumar maconha e são um câncer na sociedade. Bom, fato é fato, interpretação é interpretação. Três maconheiros foram presos. Neste relato sem qualquer semelhança com a realidade, em caráter literário, peço licença poética para permitir jogar com fatos, com interpretações, e se possível entortar tudo de modo que quem vê a coisa de um jeito, seja de que jeito for, possa também ver de outro(s), seja lá como for o outro, para pior ou para melhor.

Um grupo de amigos desses caras, também eles maconheiros nas horas vagas, ficou indignado! Começaram a discutir, e tiveram uma idéia fantástica:

- Ei Mané...
- Fala Calu...
- Ozomi levaram o Jão...
- É... e o Zé...
- É... e o Rogério regério regente de almeida prado...
- Hahahahahaha
- Hahahahahaha

(mais um trago)

- E ae?
- O que?
- Hahahahahaha
- Hahahahahaha

(mais um trago...)

- Ae que se fuderam!
- Hahahahahaha
- Hahahahahaha

(Bolando ou baseado)

- Cara, mas e se pegam a gente também?
- Porra, não tinha pensado nisso...
- Pois é...
- Vamo fazê uma parada!
- Tráfico, tô fora!
- Não carai, to falando outra parada...
- Mas eu só tenho maconha.
- Porra bicho, vamo faze uma muvuca, tá ligado?
- Ah... saquei... Tipo, uma revolução...
- Isso...
- E o que a gente reivindica?
- Po...
- Sei lá...
- Hahahahahaha
- Hahahahahaha

(Acendendo o novo)

- Já sei!
- O que?
- A gente junta a galera, mas não explica nada.
- Nada?
- É porra! Se a gente explicar, sempre vai ter um contra e outro a favor...
- A gente perde 50% da galera
- Então... se a gente não falar do que é, cada um pensa no que quiser e se junta
- Po, saquei... Mas... E depois que a impressa cobrir, a gente fala o que?
- Ah, a gente assiste o que eles acham que dá mais ibope e diz que é aquilo lá.
- Po! Massa mesmo. Vai ser super inteligente a reivindicação, tá ligado!?
- Só...
- Hahahahahaha
- Hahahahahaha

Aí começa uma muvuca! Molecada invadindo a reitoria, tomando posse de tudo... Mas consciente, claro, sem quebrar nada...

Aí uns caras das ciências sociais aderem ao movimento, com a proposta de fora PM. Uns caras da filosofia já aderem com a idéia de discutir a autenticidade da autoridade do reitor com histórico de facista.

Hum... alguns professores também tem uma agenda oculta... Será possível salvar esse movimento mal iniciado e reivindicar alguma coisa de útil para mudar o 'status quo'? Quem sabe exigir eleições diretas para reitor?

Outros não se interessam, estão satisfeitos com o 'status quo'. Entre eles, engenheiros, médicos, e muitos (a grande maioria) dos alunos.

O governador, requisitado pelo reitor, pensa lá com seus botões: a mídia foi contra o movimento... então é melhor eu também ser contra. Se associarmos o movimento ao consumo de drogas, a sociedade verá com bons olhos a tropa de choque invadindo... Então, dá a ordem: desce o cacete nos burguesinhos maconheiros!

Mas nessas horas, já não se vê os burguesinhos maconheiros. Dentro da reitoria pegam uma meia centena de devoradores de Marx, com um discurso um pouco vazio... Na TV entrevistam professores que tentam dizer que não é reivindicação o "Fora PM", e sim o processo democrático... E a gente lê as faixas dos alunos dizendo "PMaldita" e as palavras não casam às imagens... Os discursos, cada um tentando trazer o movimento para vender seu peixe, não casam com uma realidade retalhada... Não há união de idéias...

E os maconheiros burguesinhos?

- Cara, que irado né?! (bolando um lá no fim do campinho, atrás da jaqueira, longe dos holofotes)
- Vc viu só, mano!?
- Hahahahahaha
- Hahahahahaha
- Virou a maior onda!
- Hahahahahaha
- Hahahahahaha
- Tem neguinho pedindo até a saída do reitor!
- Hahahahahaha
- Hahahahahaha
- E aquele professor na TV cultura, que disse que não quer a PM fora?
- Hahahahahaha
- Hahahahahaha
- E a turma da sociologia? Vc viu?
- Hahahahahaha
- Hahahahahaha
- Sim, os caras falando que a PM não permite discurso político!
- Hahahahahaha
- Hahahahahaha
- Velho, que se foda tudo, desde que não me atrapalhem fumar meu baseado.
- Hahahahahaha
- Hahahahahaha
- É mesmo! Nóis é foda!


Wednesday, September 7, 2011

Estatística de Futebol

Se vocẽ gosta de acompanhar futebol, e tem seu time no CartolaFC, aqui um site que vai deixar você ligado nos resultados e na atuação de cada jogador:


É um site sobre estatísticas, com muitas informações! Vá lá e esprema o suco.

Monday, May 23, 2011

Friday, April 22, 2011

Afinar seu violão




A dificuldade do iniciante é que as cordas normalmente são contadas invertidas. Aqui vamos introduzir um novo conceito de nomenclatura de cordas de violão.

Para não confundirmos mais a nomenclatura, iremos chamar a nomenclatura antiga de inversa, e a nova de direta. A diferença se dá apenas na contagem da numeração das cordas. Então, na nomenclatura inversa você conta as cordas como 6ª, 5ª, 4ª, 3ª, 2ª e 1ª, de cima para baixo. Na nova nomenclatura, a direta, as cordas são contadas de cima para baixo como 1ª, 2ª, 3ª, 4ª, 5ª e 6ª. Vamos para a prática da afinação:
  1. 1ª corda (MI) ou Mizão: Pulamos a primeira no momento. Veja porque adiante.
  2. 2ª corda (): Para afinar seu violão, comece da 2ª corda (a segunda de cima para baixo). Ela precisa de uma referência externa, normalmente pode-se utilizar o som da chamada do telefone, que é de 440 hz. Uma vez afinada, vá para a terceira corda.
  3. 3ª corda (): Basta posicionar o dedo no 5º traste da 2ª corda, e equiparar os sons da 2ª corda com a 3ª corda solta. Quando os ouvidos indicarem que são similares, está afinada. Passa-se á quarta corda.
  4. 4ª corda (SOL): A 4ª corda deve ter som similar à 3ª corda () tocada no 5º traste.
  5. 5ª corda (SI): É similar em som à 4ª corda (SOL), no 4º traste.
  6. 6ª corda (MI): ou Mizinha, tocada solta tem o som da 5ª corda (SI) tocada presa no 5º traste.
  7. 1ª corda (MI): ou Mizão, é a corda inicial (ou superior) do violão. Tocada solta tem o som da última corda (a 6ª corda ou mizinho) porém uma oitava abaixo. Mesmo sem entender oitavas, o ouvido humano é capaz de identificar estes dois sons como "semelhantes"! Pronto, violão afinado!

War I - A segunda destruição dos exércitos brancos

Pois é... Eu e o Heck aqui na páscoa dos entediados, resolvemos criar algumas regras para se jogar war com apenas duas pessoas. Chegamos às seguintes condições:

  • Cada pessoa irá liderar duas cores
  • Cada cor terá seu próprio objetivo. O jogador ganha se (e quando) conquistar ambos AO MESMO TEMPO.
  • As peças de cores diferentes, chamadas aliadas, terão sua própria vez de jogar, sua contagem de peças é independente, e poderá atacar quem desejar, exceto as aliadas.
  • É possível, ao final da rodada, remanejar as peças por territórios aliados.
  • Territórios que contém ambas peças durante a contagem de territórios não são considerados.
  • Existem duas fases de remanejamento: ao início da rodada, apenas as peças que estão em territórios com duas cores podem ser movidas. Ao final da rodada, o remanejamento normal do war.
  • As cartas são ganhas para o jogador, não para a cor. O jogador guarda as cartas e decide quando realizar as trocas. Pode realizar as trocas no início da jogada de qualquer de suas duas cores.
  • Quando atacado, um território que possuir mais de duas cores pode escolher com qual cor quer se defender. O número de dados é independente e relativo àquela cor escolhida.

Para a alegria dos leitores, o Heck, novamente com suas peças brancas, e agora também com as azuis, teve seus objetivos assim delineados: destruir as peças pretas (hum... coitado...) e conquistar 24 territórios (porque ele tirou destruir as azuis, que já eram dele, e o objetivo alternativo foi acionado).

Meus dois objetivos, coincidência desta vez não atribuída a algum "camaço", era: 1- destruir o Heck (peças brancas) e 2- américa do sul, europa, e outro continente à sua escolha.

América do Sul, com poucas jogadas, foi dominada pelas pretas. América do Norte, com um pouco mais de trabalho, mas com a performance intocável de apenas uma jogada! (sim apenas uma), saiu na frente e foi conquistada.

A Europa foi atacada vinda da Groelandia, também tentando manter Moscou, e entrando da América do Sul, pela África, além do último suspiro, vindo de Vladvostok, até Moscou, para ajudar. Neste caminho, lógico, foi preferido territórios pelos quais estavam os brancos.

A África foi um caso à parte. Madagascar sobreviveu impotente a vários ataques, pecinha isolada, que nada tinha a ver com o objetivo e o caminho global. Ao final do jogo, se tornou ponto principal, pois ali estavam, no continente africano, quase dominando e ganhando suas peças, os brancos! Heck viu aquela pecinha isolada de Madagascar crescer e lhe impor a desesperada derrota.

A definitiva derrota ocorreu na última peça branca, na Polônia. A Polônia, além de ter a última peça branca, era também o último território a conquistar para cumprir o objetivo de ter domínio da América do Sul, Europa, e outro à sua escolha (no caso, a América do Norte).

Sendo assim, os poloneses viram sua destruição como o início de um novo mundo, dominado pelas peças pretas, um ditador insaciável e sanguinário, que não fosse o jogo acabar, teria seguido friamente para destruir as azuis até o fim da Austrália!

Momentos antes da batalha final da Polônia, é importante deixar registrado, o Oriente Médio manteve, com inicialmente 4 peças azuis e duas brancas, uma pequena resistência. Ao ser atacado, primeiro jogou 3 dados contra os invasores de Moscou, e perdeu três peças azuis. No segundo ataque, as peças brancas foram escolhidas, e o defensor jogou 2 dados amarelos. Perdendo as duas peças, sobrou somente uma azul no território. Ficou ele surpreso ao notar que o ataque de Moscou deixou o território com aquela única azul para se dirigir à Polônia e terminar o jogo! Foi ali que ele percebeu: a casa caiu para as brancas! Ahahahaha!

War I - A estréia

Compramos um jogo de war em 3 amigos. No jogo de estréia, um deles não estava presente e mandou um representante, o cientista pinel. Heck, presente, jogou com as brancas, oficialmente suas peças. Eu, com as pretas.


Objetivos: tenho que confessar que não resisti e fiz um "camaço" de modo que os objetivos ficassem mais interessantes. Eu peguei destruir as brancas; Heck, destruir as vermelhas; Pinel, destruir as pretas. A sorte estava lançada... Ahahaha!

Ao final do jogo, repare na peça branca no japão, sendo ameaçada por uma invasão vinda de Vladivostok, que começou lá em Otawa, passou 3 peças para o Alaska, passou duas para Vlad, e uma única legião atacou e dizimou o Alaska, varrendo do mapa a ameaça branca!

Ahahaha!

Tuesday, April 19, 2011

Felicidade

" Como todos sabem
o animal mais inteligente
que existe é o cachalote.
Ele não vai à lua porque
apenas quer ser feliz
e também (confesso) não tem
o dedo polegar.
Mas basta ouvir uma só vez
a Nona de Beethoven,
ou as obras completas de Lennon &
McCartney,
ou o Ulisses,
ou os Elementos de bibliologia,
que sua mente computaplexa
armazena tudo e reproduz nota por
nota, palavra por
palavra, a qualquer momento,
pelo resto da vida."
(Âmbar gris, Rubens Fonseca)